sábado, 30 de janeiro de 2010

CARIRI, CHAPADA DO ARARIPE


Neste início de ano estive no cariri e como sempre procuro dar umas voltas pelo Juazeiro, Crato e Barbalha. Missão Velha pude ver através da janela do ônibus e surpresa agradável, preserva um bom número de prédios com fachadas que remontam o início do século passado. Voltar a terrinha, mesmo que de férias, é deslumbrante e mágico. Fez-me muitos momentos relembrar partes de minha infância. Ah! É mágico o nosso cariri. E a chapada do Araripe a circundar todo esse vale? Não tem coisa mais interessante e sensacional observar tudo isso e mais palavras para reverenciar essa beleza da natureza tenho muitas, mas o espaço é pequeno. Deixa para refletirmos aos poucos e em pequenas doses. Belo cariri!

Ao passear pela chapada do Araripe, ao pé da serra, pude contemplar suas matas tão belas e que conserva uma grande diversidade de animais. Sem falar nas riquezas que o homem caririense pode explorar de forma equilibrada e ecologicamente viável. Sem desmatar e procurar cuidar de forma exigente e capaz para não acontecer incêndios, sejam criminosos ou acidentais.

Barbalha e Crato são cidades que estão localizadas bem no pé da serra. Vindo do distrito de Caldas, pode-se comprovar bem o que estou falando. A imagem que se vê é o centro da cidade e de seus principais bairros. Já o Crato dessa vez tive uma imagem diferente que não conhecia. Tirei um domingo para matar saudades. Peguei um circular em Juazeiro do Norte, no triângulo CraJuBar, e fui para o cratinho de acúcar. Lembro uma imagem(acredito que seja do bairro do Seminário) em que de cima se vê uma grande parte da cidade. Simplesmente sensacional. Até agora não entendo porque não desci do ônibus para registrar esse momento!

Aqui faço minha singela e simples homenagem ao cariri e todas suas cidades. Minha Barbalha em especial, mas sem esquecer de Juazeiro, Crato, Missão Velha, Jardim, Caririaçu, Farias Brito, Milagres, Porteiras, Mauriti,...

Toda essa beleza caririense que é a chapada do Araripe precisa ser mais protegida pelo governo e pela sociedade. Além das matas, dos animais e do homem cariri, tem a água que jorra de suas fontes. Água que mata a sede e leva o desenvolvimento. Faz-se necessário estudar essas fontes como forma de preservação dessa riqueza tão cara para o ser humano e que as gerações futuras possam se saciar e tomar banho com uma água limpa e perene. Que o cariri encontre sua verdadeira vocação econômica, mas de forma sustentável e ecologicamente equilibrada. Viva o cariri!
Imagem: Chapada do Araripe, sítio Farias, Barbalha(Ce)
Foto: Arimatéa


Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...




"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado




O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.



Paz e Solidariedade,



Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br